quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ampliando os horizontes, explorando o Universo: Algumas dicas básicas sobre Astronomia.

Comecei nesse mês de julho, junto com minha namorada, Eduarda Carneiro , os estudos para entender o Universo. O primeiro objetivo é, além de observar os demais astros em evidência no céu, encontrar e ver nítidamente Saturno e seus anéis. Para isso estamos estudando quais o tipos de telescópios, as características de cada um, preço, etc.

É importante ressaltar que a Astronomia se difere bem da Astrologia : "os astros estão a seu favor hoje e você terá sorte no amor", sim, astrologia é isso. Já a Astronomia vê o Universo de forma mais objetiva e científica.

Cartas celestes, planifesérios, programas de simulações celeste, telescópios refratores, telescópios refletores, azimute, zênite, rotações e mais rotações entre tantas outras nomeclaturas que logo no início tive de me deparar e que acabam confundindo a cabeça de qualquer um que está começando são itens fundamentais na Astronomia. Mas apesar de parecer difícil, é mais fácil do que pensamos.

Obviamente, para entender o Universo ao seu redor é necessário primeiro conhecer, mesmo que basicamente, o planeta no qual vivemos. Sem esse requisito básico, meus caros leitores, vamos patinar  sem chegar a lugar algum, servindo a visão da Lua como prêmio de consolação. Um explorador do Universo deve ser curioso, sempre querendo conhecer mais a fundo. Para os iniciantes, como eu, o primeiro passo nas observações astronômicas começa por quem está mais perto da Terra.... sim, estou falando dela, a Lua.

Quando eu tinha meus 10 anos tive meu primeiro contato com o Telescópio, estávamos em Ibiuna (interior de São Paulo - créditos à minha vizinha de condomínio, Dora, rsrs) e o céu ajudou bastante, a imagem das crateras da Lua estava perfeita. Como costumo dizer, a imagem dá a sensação de estar dentro da "atmosfera" lunar (tá, a Lua não tem atmosfera mas foi só um exmeplo, haha).

Conhecendo basicamente o mapa da Terra, a sua rotação, as coordenadas geográficas e o ponto de sua localização no planeta, já temos os requisitos mínimos para iniciar a exploração do Universo. Vamos então entender alguns dilemas muito requisitados na linguagem astronômica:

Zênite: Nada mais é do que a Elevação 90º. Explicando de forma menos nerd, significa que, para você ver um objeto que se encontra no Zênite será preciso inclinar a cabeça direcionando o olhar totalmente para cima, ou seja, para ver o objeto no céu você terá que inclinar sua cabeça 90º. Ou melhor, ao invés de eu ficar queimando meu cérebro explicando, recomendo a figura abaixo:



Nadir: Não, não é aquela Nadir engraçada e sorridente que conhecemos. O ponto Nadir é o ponto inverso do Zênite. Considerando que o observador esteja em um campo, o Nadir é o ponto onde o objeto celeste observado está em contato com a linha do Horizonte.

Azimute: Elemento básico de localização, também usado em atividades náuticas. O Azimute é uma representação em 360º que indicará para qual direção geográfica você deverá olhar para encontrar o objeto no céu. O ângulo é o mesmo que o da bússula, sendo assim, um azimute de 90º significa dizer que você deve olhar para a direção que a bússula aponta como sendo 90º no sentido horário do Norte, em linhas gerais, você deve olhar para o Leste. Veja a figura:




Por enquanto é isso, em breve postarei mais dicas sobre Astronomia Básica afim de orientar que se interesse pelo assunto e, assim como eu, seja um iniciante.

Recomendo também o Blog da Eduarda Carneiro (a namorada mais linda desse mundo), lá você pode encontrar algumas matérias sobre nossa Nova Jornada astronômica: http://www.dudapinho.blogspot.com/

Henrique Lemos

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