O estudo aprofundado do Universo me fez olhar o firmamento com um olhar diferente. Mais diferente ainda é o olhar que temos de ter quando o assunto é navegação astronômica, pois é necessário ver as rotações da Terra com um olhar geocentrista.
Com a desvantagem de estar sob o céu mais poluido da América do Sul (de São Paulo), com interferências atmosféricas e luminosas, ainda sim consegui ser atraído pelo brilho de uma "estrela" no céu na noite do dia 25 de julho, algo bem fora do comum.... A luz era branca, fixa e imóvel. Minha mãe comentou ter avistado a estrela, de relance pensou que era avião...mas que avião fica parado no céu por horas? Peguei meu planisfério e tentei desvendar qual estrela era aquela, contudo, não havia indicação alguma de estrela com tamanha magnitude para o azimute e elevação que eu estava olhando. A primeira charada eu já tinha matado: Aquilo não era uma simples "estrela"!
O segundo indício veio logo, quando me lembrei da regra da luminosidade peculiar das estrelas: Estrelas cintilam! A luz do objeto em questão era fixa, parecendo que alguém no céu estava com um farol direcionado para mim. Logo, só poderia ser um planeta.
A identificação de um planeta vindo de alguem como eu, que nunca olhava pro céu por já estar acostumado com o Smog de São Paulo, foi algo semelhante àquela frase de Jean Cocteau: "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez". Devido a magnitude do astro e sabendo que Vênus aparece no céu pela manhã, já imaginava que o Planeta em questão era Júpiter. Dei uma olhada final no Stellarium e apenas confirmei minha idéia.
Fechei a observação com minha primeira astrofoto, a inaugural dentre muitas outras que virão:
Júpiter brilhando no céu poluido de São Paulo
Agora fica o desejo de conquistar logo meu primeiro telescópio. Em breve teremos mais astronotícias.
Céu Limpo a Todos!
Henrique Lemos

