sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Conselho Municipal de Juventude da Cidade de São Paulo!

Criado a partir da Lei 14.687/08, o Conselho Municipal de Juventude da cidade de São Paulo é um órgão de representação da população Jovem, com caráter autônomo, permanente e fiscalizador da Política Municipal de atendimento aos direitos da Juventude.

Desde o dia 13 de agosto de 2009, o primeiro grupo de Conselheiros da cidade de São Paulo já está em vigor. O CMJ conta com 34 conselheiros, 17 deles são indicados pelo Poder Público Municipal, os outros 17 são eleitos por votação popular. 
O Conselho está aberto para aqueles que têm o interesse de participar nos fóruns de discussões virtuais:

  • Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=90911326
Aqui, no Lemos e Pensamos.net, você poderá acompanhar todo o andamento dos trabalhos realizados pelo Conselho. Acompanhe!


Mário Henrique Lemos
Membro Suplente do CMJ -SP


 

Marina Silva, o fator VERDE na Campanha Presidencial de 2010!

Sem nenhuma dificuldade, nenhuma divergência, a Executiva Nacional do PV, reunida na quarta-feira, 25/8, em Brasília, aprovou por aclamação o acordo esboçado por Marina com os dirigentes verdes, com os quais vinha se reunindo entre eles Luiz Penna, Alfredo Sirkis, Fernando Gabeira, Marco Mroz e Eduardo Jorge. Ela deverá, como já foi anunciado, se filiar ao partido nesse domingo, no Encontro Nacional do PV, no Rosa Rosarum, centro de convenções paulista, em Pinheiros, na rua Francisco Leitão 416, às 10h30.

Uma Comissão Nacional, com a missão de coordenar o processo de revisão programática do PV, para elaborar o novo programa partidário e o de governo, bem como, a eventual campanha presidencial, foi instituída pela Executiva Nacional, ad referendum da Convenção Nacional, a ser realizada em outubro. A maioria dos membros da convenção estará presente ao Encontro, onde deverá ser aprovada uma Declaração Verde sobre a situação do Brasil.


Em um planenta onde muito se discute sobre emissões de gases estufa, desmatamento e a consequente degradação da Qualidade de Vida, é natural que o Meio Ambiente vem ganhando cada vez mais força dentro das diversas áreas existentes em nossa sociedade, seja na economia através das commodities ambientais, seja nos segmentos sociais com a criação de ONGs, seja na política com o lançamento de Marina Silva candidata à Presidência do Brasil.


Fonte: Alfredo Sirkis (Vereador pelo PV)


Mário Henrique Lemos

terça-feira, 18 de agosto de 2009

LHC - O exterminador de toda uma humanidade!

Uma máquina de 4 bilhões de euros, 27 km de extensão, simplesmente a maior máquina do mundo. LHC, Large Hadron Collider, Grande Colisor de Hadrões.

Poucos sabem o real funcionamento desta máquina. O LHC é conhecido pelo ditado popular como "Máquina do Fim do Mundo", com um potencial inimaginável esta engenhosidade humana possui cerca de 9300 magnetos supercondutores em seu interior.

O fato destes supercondutores atingirem temperaturas extremamente altas, algo em torno de 100.000 vezes a temperatura existente no Núcleo Solar quando se verifica a ocorrência de colisões de Protões tornam o LHC uma super-máquina. Além de atingir temperaturas exorbitantes atinge também as mais baixas temperaturas para a resfriação dos magnetos condutores, nada mais nada menos que 271 graus celsius negativos. Sim, nem nos polos da Terra temos esta temperatura.

Com todo este potencial de colisão de partículas atômicas e sub-atômicas, a energia despendida pelo LHC é muito alta. E toda esta energia desperta o receio de pessoas, instituições e países. Há nos Tribunais do Hawaí um processo pedindo que o grande acelerador de particulas não venha fazer experimentos sobre a origem do Big Bang.

Cientistas renomados como Walter Wagner e Luiz Sancho trazem a tese de que o LHC pode despender energia suficiente para a criação de um Buraco Negro, este por sua vez iria afetar todo o planeta Terra. Há quem diga também que o CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire) não realizou os devidos estudos de Impactos Ambientais na região onde se encontra o acelerador, na fronteira entre Suiça e França.

O Buraco Negro e o 'Strangelet".

A possibilidade da criação de um Buraco Negro desperta um certo temor e ao mesmo tempo uma curiosidade em nossas mentes. Utilizando o LHC para simular o que aconteceu no primeiro segundo que sucedeu o Big Bang, há a possibilidade de se criar uma partícula chamada "Strangelet" (Partícula estranha), essa partícula tem uma densidade um milhão de vezes maior que a do ouro.

"Uma vez que você cria uma única strangelet, ela atrai os átomos ao seu redor, transformando-os em stranglet. Então se colocássemos um strangelet numa sala, todas as moléculas de oxigênio ali presentes iriam se agregar a esta partícula e transforma-se em outras strangelets, aumentando portanto sua força, seria uma reação em cadeia", diz um físico em entrevista ao documentário Fim dos Tempos, exibido em 2005 pela rede Record.

Atualmente, muitos cientistas dizem que o LHC, pode em uma de suas acelerações de partículas, gerar o temível "strangelet". Estaríamos nós construindo uma máquina de destruição em massa?

Se realmente ocorrer a formação de tal partícula e com estas propriedades ditas por alguns cientistas, certamente não haverá pedra sobre pedra e ninguém sobreviverá para contar a história.

Mário Henrique Lemos

sábado, 15 de agosto de 2009

O que aconteceu de fato em Chernobyl!


Todos os anos, no final do mês de Abril, vimos os noticiários falar sobre o desastre da Usina Nuclear de Chernobyl. O acidente ocorrido no reator número 4 do Complexo Nuclear de Vladimir Lênin de fato foi o pior acidente nuclear da história, com danos dimensionados para o mundo todo. Nem mesmo as bombas de Hiroshima e Nagasaki conseguiram tamanha destruição.

Por este motivo, realizei uma pesquisa sobre Chernobyl no sentido de entender o que DE FATO aconteceu. Procurei informações de diversos conhecedores do tema, a principal delas é da ucraniana Elena Filatova, uma profunda e renomada conhecedora de Chernobyl. Aproveitei o meu trabalho para apresentar aos meus colegas de Faculdade e aos demais internautas interessados.

Construída entre os anos de 1977 e 1983, em plena Guerra Fria, Chernobyl contava com quatro reatores nuclear do tipo RBMK-1000, cada um com potência de 1 Gw (Gigawatt).

Chernobyl tinha um sistema diferenciado das atuais usinas PWR, pois utilizava barras de grafite como fator moderador de nêutrons, ao contrário dos reatores modelo PWR, que usam água pressurizada, também chamada de "água pesada" (Deutério, Trítio). Estas barras de grafite envolviam os tubos de Combustível Nuclear, compostos do isótopo de Urânio 235.

O Teste!

No final do dia 25 de abril de 1986 o reator nuclear 4 do Complexo Nuclear de Chernobyl foi desligado para manutenções rotineiras. Eis que o gerente da Usina tem uma idéia...
O Gerente aproveita que o reator estava sendo desligado e decide fazer uma checagem nas bombas d'água que faziam o trabalho de circulação da água dentro do reator, eles evitam que a água se aqueça demais, o que poderia aumentar o índice de coeficiente a vazio (Vapor).

As bombas d'água eram alimentadas pela energia elétrica que vinha de outras usinas vizinhas ou até mesmo dos outros reatores do Complexo de Chernobyl. A gerência operacional questionou: Utilizando somente a energia gerada pelo reator 4 de Chernobyl as bombas d'água conseguiriam cumprir sua função normalmente? Como o reator estava sendo desligado, a gerência aproveitou a baixa rotação da turbina para realizar o teste.

Durante a madrugada do dia 26 de abril de 1986 os operários começam o teste, exatamente à 1 hora e 19 minutos. Eles iniciam desligando o sistema de emergência, que poderia ser acionado devido ao teste de alto risco, prejudicando o experimento. Em seguida foi cortada a energia que alimentava as bombas d'água e o fornecimento de vapor para a Câmara de Vapor (local onde ficam as turbinas).
A partir daí, Chernobyl estava sem luz e com o sistema de refrigeração circulando por fora da Câmara onde estava a Turbina, fazendo com que a mesma ficasse girando apenas pela inércia. É como se colocássemos uma bicicleta de cabeça para baixo, girássemos o pedal com força e depois parássemos de girar o pedal, a roda continuaria rodando pela inércia até parar.

O Acidente!

Com a Turbina girando sem força total e consequentemente fornecendo energia para as bombas d'água, os operários de Chernobyl observaram se o sistema de refrigeração estava de fato refrigerando o reator nuclear.
Eis que exatamente à 1 hora, 23 minutos e 39 segundos, um operador aciona várias vezes o botão AZ-5 (Defesa Rápida de Emergência 5). Não se sabe o real motivo do acionamento repetitivo do botão AZ-5. Pode ser porque o operário percebeu algum perigo ou porque o teste havia terminado.
Com o AZ-5 acionado, de imediato o reator iniciou o processo para baixar as barras de absorção de nêutrons, desta forma o reator seria desligado. Para as barras serem totalmente imergidas no reator, era necessário cerca de 20 segundos, no caso de Chernobyl, 20 segundos decisivos para causar um explosão nuclear.
No momento em que as barras de cádmio foram inseridas em torno de um terço dentro do reator houve uma deformação de algumas barras devido ao calor fora do comum, o que implicou na paralisação das barras, e como não estavam totalmente imergidas, a reação nuclear continuou, fazendo do reator nuclear 4 uma verdadeira bomba relógio. A partir daí, A Usina Vladimir Lênin estava condenada.

A Explosão!

À 1 hora, 23 minutos e 47 segundos, ocorreu a explosão de Chernobyl, com um potencial de 30 Gw, trinta vezes maior que o potencial comum, de 1 Gw.

Com o derretimento das hastes absorvedoras de nêutros e com as bombas d'água operando com energia baixa, houve formação de bolhas de vapor na água de refrigeração, o que é chamado de Coeficiente a Vazio. Com o aumento contínuo da temperatura as hastes de combustível começaram a derreter, o que culminou na enorme explosão que arremessou a tampa do reator, de uma tonelada, à metros de distância.

Logo iniciou-se todo o processo para apagar o "fogo radioativo" de Chernobyl, um fogo que apresentava uma coloração diferente, atrativa aos olhos humanos.

Os danos causados à humanidade, tanto nas localidades próximas à usina como nas áreas mais longíquas são enormes.

Gerações com problemas de formação genética, aumento de casos de leucemia, anemia, câncer. A crise agropecuária que se instalou em 1987, do famoso "gado de Chernobyl".

Com uma potência muito maior que as bombas de Hiroshima e Nagasaki, Chernobyl foi uma lição à todos os países sobre o bom uso da Energia Nuclear para fins pacíficos.

Felizmente os demais acidentes que sucederam Chernobyl não passaram de meros "sustos" comparado ao desastre Soviético.

Mário Henrique Lemos