quarta-feira, 21 de novembro de 2012

[Polêmica] Dia da Consciência Negra, fomento, cotas, descontos, comida e demais ajudas para negros!

"It's the economy, stupid!"

Com essa frase dita pelo ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, que inicio um debate polêmico sobre o dia comemorativo da Consciência Negra (que foi ontem, mas isso não vem ao caso) e a questão sectarista do "branco x negro".


É fato que os negros hoje bem sucedidos compõem uma minoria ínfima, e isso não é porque são menos inteligentes ou incapazes de resolver uma equação de segundo grau quando prestam um vestibular para Engenharia Civil no sistema de cotas, como vi em vários argumentos que remetem a esta conclusão. A deficiência do negro frente ao branco é uma só: a economia!



Talvez muitos não percebam, pois sua percepção de mundo não vai além das críticas aos 10% das vagas afrodescendentes de um Vestibular. Mas vendo a sociedade em si, a situação é antiga e não tem nada a ver com o fato do "neto pagar pelo conduta do avô branco que escravizou um negro", como o Daniel Fraga sugeriu em um vídeo sobre o tema.



Todavia, todos sabem que no Brasil o negro pôde conquistar a sua primeira moeda de centavo somente a partir de 1888, 120 anos atrás. Enquanto o negro lutava para conquistar o seu primeiro patrimônio, o resto das famílias (brancas) dominavam todas as empresas e indústrias existentes, além dos inimagináveis acres de terra, e essa situação leva qualquer pessoa com o mínimo de inteligência concluir que a concorrência de mercado NÂO era democrática entre o branco e o negro. Não que isso fosse negativo para o branco, afinal, se ele tinha toda essa carga econômica é porque ao longo das gerações trabalhou para conquistar isso. Mas o negro também suou e trabalhou (e como trabalhou), e em troca ganhou uma Lei Áurea.

Sem um puto no bolso, sem escolaridade e conhecimento algum e com uma Lei dizendo "Tú tá livre, mermão, te vira", o que aqueles escravos iriam fazer dali em diante? A partir daí o Brasil começou a viver o seu primeiro problema social grave e intrínseco: Complexo do Alemão, Paraisópolis, Heliópolis, Morro do Dendê e afins... sim, as favelas!! Outro problema grave que já tinha começado antes, mas se agravou ainda mais a partir de 1888 foi a prostituição e o turismo sexual.

Com uma realidade tão escancarada como essa, tem gente com a pachorra de dizer que negros e brancos estão tudo de boa, só porque o Joaquim Barbosa é negro e está no STF. Acho que todos já devem saber disso, mas quando se faz uma análise geral como esta, analisando a sociedade como um todo, não se deve pegar casos particulares ou isolados, mas sim se basear somente e tão somente pela estatística.

Estatísticamente, hoje já temos resultados positivos e a expectativa para o futuro também é animadora, mas se você pegar uma amostragem e selecionar as 200 maiores empresas brasileiras do país, certamente nem 10% delas serão dirigidas por negros, e não é porque o negro é burro, mas sim porque ainda está ascendendo na sociedade. De 1888 pra cá passaram umas duas, três ou talvez quatro gerações, e isso nem de longe é suficiente para colocar o negro em uma competição ECONOMICAMENTE democrática.

Portanto, "é a economia, estúpido" que faz com que o negro tenha um pouco mais de privilégio sobre o "branco".

E quando esse fomento vai cessar? Quando pegarmos as 200 maiores empresas do país e tivermos pelo menos 25% delas dirigidas por negros, aí sim poderemos COMEÇAR a dizer que a competição econômica "negro X branco" está se democratizando.

Pra fechar, excluindo esse fator econômico, concordo que negros, pardos, Michael Jacksons, amarelos, vermelhos e brancos são todos iguais e devem viver em paz, deixando de lado que a raça prevaleça para determinar superioridade em qualquer área dessa vida (e da morte também).



By: Mário Henrique Lemos

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