sábado, 10 de setembro de 2011

Filme Apollo 18, poderia ser melhor?

 

 Nesta quarta-feira (7) fui assistir o filme Apollo 18, inaugurado dia 2 de setembro. Ao sair do cinema eu não sabia de quem eu sentia mais vergonha, de mim por levar minha namorada pra assistir um filme desses ou do produtor do pseudo-documentário por ter sido vaiado ao final do filme.

Seguindo o estilo de "A Bruxa de Blair" e "Atividade Paranormal" o Apollo 18  tenta passar ao telespectador a imagem de um documentário conspiratório sobre as Missões Apollo que aconteceram entre 1969 e 1972. Segundo o filme, houve uma última Missão Apollo, secreta e com o objetivo de descobrir vida na Lua. Contudo, a tripulação foi enviada pensando que os objetivos seriam outros. Quando chegam na Lua começam a se deparar com uns ruídos estranhos e persistentes, que chegam a se tornar chatos para o telespectador de tão frequente. Em um dado momento pensei que eu estava em um exame de audiometria.


Mas o problema maior está na falta de enredo e no excesso de mistério que o produtor colocou sobre os seres alienígenas da Lua. Durante os longos 75 minutos de filme o que dava pra perceber era um total desgosto do pessoal no cinema, que aumentava com o decorrer da trama. Aos poucos o mistério sobre os seres viventes da Lua vai sendo desvendado, em ritmo muito lento. Enquanto isso o público vai tentando se entreter com o filme nos momentos de sustos.


Inclusive até os sustos deixaram a desejar. Cenas de suspense sem sentido algum como o momento em que um cosmonauta filma o seu parceiro dormindo e quando a câmera fica bem perto do rosto derrepente o cara acorda ao estilo "BU!".

Pra não queimar a trama toda, salvo aqui alguns momentos que chamou a atenção do público e poderia salvar o filme se não fosse a falta de enredo botar a produção de novo na lama pra não dizer na merda.

O encontro de um módulo russo e de um cadáver humano foi interessante, pensei naquele momento que o filme iria decolar, todavia, não decolou... Outra cena positiva do filme e que acredito ter sido o clímax da produção foi o momento quando o único cosmonauta vivo (e saudável) decide entrar na cratera misteriosa pra descobrir o que aconteceu lá e depois de descobrir que as pedrinhas da Lua viravam uns bichos estranhos ele toma a iniciativa de procurar o módulo russo para sair daquela porra de Lua, pois todo mundo naquela altura do filme já estava de saco cheio.

Por fim, o filme termina com o módulo russo colidindo com a nave que estava em órbita da Lua, esta nave que era a única chance de voltar para a Terra.

O filme não passou a sua teoria conspiratória ao público, muito menos o convenceu. Percebe-se que a produção optou por fazer algo de baixo custo, sem apelar muito para os efeitos especiais (nota-se claramente que os atores estavam fingindo - fingindo mesmo - estar numa gravidade lunar ou às vezes as cenas eram feitas em câmera lenta), alia-se a isso também a total falta de elenco, com pessoas desconhecidas (eu pelo menos nunca os vi) o que fez do filme um forte alvo de críticas.

Apollo 18 seguiu o estilo da "Bruxa de Blair", mas este nem se compara ao primeiro.

 Henrique Lemos

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